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Saudações da Luz,

18 de Junho de 1908.

Aqui começa a fascinante história de um povo no Brasil e uma das maiores epopeias de uma nação no cumprimento do seu destino mundial. Há 110 anos desembarcava no Porto de Santos, os primeiros imigrantes japoneses que vinham em busca de melhores condições de vida, contribuindo profundamente com sua tradição ancestral, espiritual e milenar.

Reviver este período nos traz à lembrança uma época marcada por transformações no Brasil - que ainda sentia o reflexo da mudança da monarquia para o sistema republicano - e em várias partes do mundo que também passava por crises e guerras, o caos que se alastrava com a queda do Império Otomano no lado ocidental e com a queda do Império Chinês no oriente.

O Brasil não ficou imune a essas mudanças e revoluções que ocasionou também o fim do seu Império. A onda de imigração passou a ocorrer a partir dos efeitos da promulgação da Lei Áurea que colocou o fim na escravidão em nosso país, desencadeando posteriormente o intercâmbio entre nações para a vinda de imigrantes com o intuito de substituir a mão de obra escrava.

No Japão, a crise do desemprego e da fome em razão das guerras no oriente fez com que a emigração para outros países fosse a melhor opção já que milhares de japoneses viviam ameaçados pela fome, cerca de 20 mil pessoas faleceram por este motivo.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema vivido pelos nipônicos, vamos fazer uma comparação com o Brasil...

Em 1900, o Japão tinha cerca de 43 milhões de habitantes enquanto o Brasil tinha em torno de 18 milhões de habitantes. Agora visualize o Japão com seus 377.873 km² e o Brasil com 8.515.767 km², o que equivale para os japoneses a um território com a dimensão aproximada do estado do Mato Grosso do Sul.

A partir disso, imagine um território ocupado por cerca de 70% a 80% de florestas e montanhas, restando apenas cerca de 30% de terras para a produção e moradia, e com uma densidade populacional por km² vinte vezes maior que a do Brasil... Assim é possível se ter uma ideia de como era o Japão há 110 anos.

A primeira leva de imigrantes desembarcou no Porto de Santos em 1908.

E trouxeram consigo a tradição, cultura, religião e costumes milenares tão antagônicos aos brasileiros, causando muitas vezes desconfiança, racismo e perseguição, principalmente durante o período da Segunda Guerra Mundial.
Cresci ouvindo uma parte desta história contada pelos meus pais, que relatava as dificuldades dos meus avós e da família nas décadas de 20, 30 e 40.

Aprendi muito quando fui trabalhar no Japão no início da década de 90 e vivi lá por 16 anos.  Minha viagem estava diretamente relacionada à questão espiritual do nosso Clã cujas origens são da Ilha de Okinawa. Não tinha como objetivo fazer o “pé de meia” como a maioria dos decasséguis. O objetivo inicial era buscar o meu pai que não estava bem de saúde para trazê-lo de volta ao Brasil.

A raça japonesa é uma ramificação da sétima sub-raça mongólica, a última da Quarta Raça Atlântida. Tendo ciência disto é possível compreender a importância da difusão da filosofia, religião, artes e tradições japonesas no nível mundial.

Assim se propagou o conhecimento sobre as artes marciais - como o judô, o karatê, o aikido, o kendô -, a arte da pintura, caligrafia, origami, ritual do chá, e até mesmo das filosofias levada ao ocidente pelas seitas e igrejas como a Igreja Messiânica, a Seicho-No-Iê, o Reiki e outras contribuições de grande importância para o mundo ocidental.

Outro ponto indiscutível que acompanhou a onda de imigração japonesa foi a prática da honra, da disciplina, da dignidade, do respeito e da educação, sustentada pelo Budismo e Confucionismo (originários da China) e Xintoísmo (do Japão). E foi no Culto dos Antepassados que encontrei muitas das respostas sobre nossas origens neste orbe terrestre, pois através deste aprendizado foi possível o conhecimento do mundo espiritual após o desencarne físico.

Nos estudos sobre a religião Xintoísta encontrei muita semelhança com o xamanismo ancestral e nos rituais espirituais de Okinawa a ligação com a religião umbandista do Brasil em sua origem remota da Atlântida e da Lemúria.

Foi a única nação a ser devastada por duas bombas atômicas e mesmo assim se levantou das ruínas tornando-se uma das mais prósperas do planeta. Uma nação guerreira milenar que aboliu seus exércitos transformando-os apenas em forças de segurança nacional, escolhendo o caminho da paz mundial na relação com outros países. A espiritualidade da alma japonesa em sua essência é o da convivência pacífica.

Ao longo da história, cada Raça Raiz deixou a sua marca para a posteridade. A nação japonesa veio para representar a última sub-raça da Quarta Raça Raiz que teve o seu Continente-Mãe onde hoje é o Oceano Atlântico, que foi a Atlântida.

Todas as outras sub-raças da civilização atlante tiveram um contato direto com este continente, apenas a sétima sub-raça que teve início na Ásia, onde hoje é a região da Mongólia não teve essa relação devido à catástrofe que fez submergir no Oceano Atlântico o que restou daquele continente. E é essa herança do passado remoto que gerou a cobiça das potências ocidentais, ocasionando as guerras de conquistas no Oriente, envolvendo o Japão diretamente nestes conflitos.

Esta é a missão do povo e da nação japonesa, expressar no mundo a beleza da arte e do conhecimento espiritual para o bem estar da humanidade.

Em Luz e Amor,
Paz na Terra!
Shima.
Namastê.

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