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sábado, 8 de agosto de 2026
PORTAL 8:8 - O INFINITO QUE APRENDE A ANDAR NA TERRA
Saudações da Luz,
Há portais que nos convidam para dentro. E há portais que nos convocam para fora, para a manifestação, para a potência, para o encontro entre o que somos espiritualmente e o que somos capazes de construir no mundo visível.
O Portal 8:8 é desse segundo tipo.
Se o 7:7 nos chamou para as profundezas, para o encontro com o que estava escondido, para a dissolução do que era ilusório, para o silêncio onde a alma se reconhece, o 8:8 nos chama para a superfície desse mergulho. Para trazer à tona o que foi encontrado nas profundezas e dar a ele forma, peso, consequência. Para que a transformação interior não permaneça apenas como experiência privada, mas se torne vida vivida, presença exercida, poder manifestado com integridade.
O oito é o número em que o espiritual e o material se olham nos olhos. E o que veem um no outro muda os dois para sempre.
A Geometria do Infinito que Toca o Chão
Gire o número oito novamente noventa graus e você terá o símbolo do infinito, aquela curva contínua sem começo nem fim que os matemáticos chamam de lemniscata e que os místicos reconhecem como o mapa da consciência que aprendeu a circular entre os mundos sem se perder em nenhum deles.
Isso já diz tudo sobre a natureza do oito. Ele une dois círculos, dois mundos, duas naturezas, duas realidades, em um único movimento contínuo. O mundo de cima e o mundo de baixo. O espiritual e o material. O invisível e o visível. O eterno e o temporal. E o ponto onde esses dois círculos se cruzam, o centro da lemniscata, é exatamente onde o ser humano habita. No cruzamento. Na encruzilhada entre céu e terra.
O oito nos diz que essa encruzilhada não é um lugar de conflito. É o lugar de maior potência da existência humana. É onde o ser que desceu do espiritual ao material pode exercer sua função mais elevada: ser o canal através do qual o invisível se torna visível, o potencial se torna realidade, o amor se torna forma.
As tradições de sabedoria que mapearam os números como qualidades de consciência sempre reconheceram o oito como o número da manifestação, mas de uma manifestação muito específica. A manifestação que nasce da lei. Da correspondência entre o que se é interiormente e o que se cria exteriormente. O oito não manifesta os desejos do ego. Ele manifesta a essência da alma. E faz isso com uma precisão que pode ser assustadora para quem ainda não aprendeu a ser responsável pelo que carrega dentro.
Quando esse número aparece duplicado, 8:8, os dois mundos que ele une se tornam ainda mais permeáveis um ao outro. O que está dentro encontra caminho mais fácil para fora. O que está fora encontra ressonância mais direta com o que está dentro. A lei do espelho, que sempre opera, opera aqui com uma clareza amplificada. E isso pode ser a maior das graças ou o mais urgente dos convites à honestidade, dependendo do grau de alinhamento entre o que a alma é e o que a personalidade está vivendo.
O Número do Karma Que se Revela
As tradições orientais de numerologia reconhecem no oito uma qualidade que o Ocidente frequentemente reduz à prosperidade e ao sucesso material, uma redução que empobrece a compreensão e frequentemente decepciona quem a abraça. O oito não é simplesmente o número da abundância. Ele é o número do karma em ação, da lei de causa e efeito operando em sua expressão mais visível e mais imediata.
Karma, aqui, não no sentido popular de castigo ou recompensa. Karma no sentido original sânscrito: ação e sua consequência inevitável. O oito diz que tudo que foi semeado, em pensamento, em palavra, em ação, em intenção, está agora em processo de colheita. O que foi plantado com amor colhe amor. O que foi plantado com medo colhe as circunstâncias que o medo atrai. O que foi plantado com autenticidade colhe um mundo que reflete de volta essa autenticidade.
Por isso o Portal 8:8 é simultaneamente um portal de grande abundância e de grande responsabilidade. Ele amplifica o que existe. E amplifica sem distinção, amplifica o belo e o que ainda precisa ser transmutado. Amplifica a generosidade e o apego. Amplifica a clareza e a confusão. É um espelho de aumento colocado diante da alma, e o que aparece nele é exatamente o que precisa ser visto.
A sabedoria diante deste portal é a mesma que o sábio adota diante de qualquer espelho: olhar com honestidade, sem vanidade e sem autocrítica destrutiva. Ver o que é. Ajustar o que pode ser ajustado. Agradecer o que já está alinhado. E sobretudo, reconhecer que o que o espelho mostra tem origem dentro, e que portanto o poder de transformá-lo também está dentro.
Cabala e o Oito: A Sephira que Une os Mundos
Na Árvore da Vida cabalística, esse mapa extraordinário da consciência que atravessou milênios preservando uma das visões mais completas da estrutura do ser, o número oito corresponde a Hod, a esfera do esplendor, da inteligência concreta, da linguagem como força criadora.
Hod está no pilar da forma, no lado que organiza, que estrutura, que dá nome às coisas para que possam existir no mundo manifesto. Sua qualidade essencial é a comunicação, não apenas a comunicação humana, mas a comunicação cósmica, a maneira como a consciência se articula em padrões que a realidade pode receber e materializar.
O que isso revela sobre o Portal 8:8 é profundo: este é um portal de palavra criadora. De intenção que se torna estrutura. De visão que encontra sua linguagem e, ao encontrá-la, começa a se tornar real. Hod é o arquiteto cósmico, aquele que recebe a inspiração de Netzach, a esfera do sentimento e da beleza que está diretamente acima no pilar oposto, e a traduz em planos que a realidade pode construir.
O ser humano que atravessa o Portal 8:8 com consciência está sendo convidado a exercer essa função arquitetônica. A ser não apenas o sonhador, mas o construtor do sonho. A não apenas sentir o que quer criar, mas a dar a essa criação a estrutura, a disciplina e a linguagem que ela precisa para existir além da imaginação.
O Leão e o Coração: Agosto e o Fogo que Reina
O Portal 8:8 abre no oitavo dia do oitavo mês, e agosto, no hemisfério norte onde as tradições astrológicas mais antigas se desenvolveram, é o mês em que o Sol reina em sua máxima expressão. O Sol em Leão, o astro rei no signo que carrega sua energia mais característica, fala de uma qualidade de consciência que o mundo moderno frequentemente confunde com arrogância, mas que em sua expressão mais elevada é simplesmente soberania interior.
Soberania interior é o estado de quem governa a própria vida a partir do centro, a partir do coração, a partir do que genuinamente é, e não a partir do medo, da aprovação alheia ou das expectativas que foram implantadas de fora. É o rei ou a rainha que habita cada ser humano quando ele para de terceirizar sua própria autoridade.
O Leão, no seu aspecto mais alto, não precisa rugir para ser reconhecido. Sua presença é o reconhecimento. Ele não busca poder sobre os outros, ele exerce poder sobre si mesmo, com uma consistência que irradia para o ambiente sem precisar se impor. É a imagem do ser que chegou ao seu próprio centro e de lá governa com coração aberto.
O Portal 8:8, banhado pela luz do Sol em Leão, convoca exatamente isso. A assumir a soberania interior que foi cedida ao longo dos anos, cedida ao medo, às opiniões, às feridas, às histórias que nos diminuem. A reivindicar o trono interior que é, em última instância, o único trono que importa.
O Céu de Agosto de 2026: A Potência que Pede Forma
O campo planetário de agosto de 2026 carrega uma qualidade distinta do período do 7:7, se aquele era um campo de dissolução e revelação, este é um campo de consolidação e manifestação. As forças que estavam em tensão transformadora começam agora a encontrar direção. A pressão que dissolvia estruturas obsoletas começa a revelar o espaço que ficou livre, e a perguntar o que será construído no lugar.
Uma das grandes forças que governa a expansão da consciência coletiva está em posição de diálogo direto com o princípio da ação orientada pelo propósito, o planeta que os antigos associavam à coragem, à iniciativa, ao fogo que se transforma em movimento. Esse diálogo fala de uma janela em que ideias que estavam apenas no plano da inspiração podem dar o salto para o plano da ação concreta. Em que projetos que dormiam esperando o momento certo encontram finalmente o solo que precisavam.
Simultaneamente, a grande força que governa a estrutura e a disciplina, aquela que o sétimo setenio convoca com tanta intensidade, está em posição de apoio, de suporte para o que está querendo ser construído. Quando essa força apoia em vez de restringir, ela é a melhor aliada que uma intenção pode ter. Ela transforma sonhos em arquitetura. Visão em plano. Plano em realidade.
E há, cobrindo tudo isso, a influência de uma energia que as tradições védicas identificavam como a grande dadora de forma, aquela que pega o sem-forma e o organiza em padrões que podem persistir no tempo. Sua presença neste portal é um convite específico: o que você descobriu sobre si mesmo no 7:7, o que emergiu das profundezas, o que foi visto com amor e integrado, agora é hora de dar a isso uma forma que o mundo possa receber.
O Corpo como Canal de Manifestação
Uma das verdades mais radicais que as tradições esotéricas carregam, e que o mundo espiritual contemporâneo frequentemente esquece em favor de uma espiritualidade desmaterializada, é que o corpo físico é sagrado. Que a encarnação não é uma punição, um erro ou um estágio inferior a ser superado. Que a alma escolheu o corpo precisamente porque é através dele, e somente através dele, que certas dimensões da experiência são possíveis.
O amor que se sente no corpo é diferente do amor que se sente fora dele. A compaixão que se expressa por mãos que tocam é diferente da compaixão que existe apenas como intenção. A beleza que os olhos físicos percebem tem uma qualidade que nenhuma percepção sutil replica exatamente. O corpo é o instrumento através do qual a consciência experimenta a densidade do amor, e essa experiência é insubstituível.
O Portal 8:8, por ser essencialmente um portal de manifestação, é também um portal do corpo. Um convite a habitar o corpo com mais presença, com mais honra, com mais gratidão. A reconhecer que cada célula carrega inteligência. Que cada sensação física é uma forma de percepção espiritual. Que cuidar do corpo, com alimentação, com movimento, com descanso, com toque, é um ato espiritual de primeira ordem.
As tradições que compreenderam o corpo como templo não usavam essa expressão como metáfora edificante. Usavam como descrição técnica. O corpo é o templo porque é o lugar onde o divino e o humano se encontram em máxima intimidade. É onde o espírito se faz carne, e essa encarnação, longe de ser uma queda, é o ato de coragem mais extraordinário que a consciência pode realizar.
Os Setenios e o Portal 8:8: A Potência de Cada Fase
Assim como o Portal 7:7 dialogou com os setenios através da dissolução e do reconhecimento, o Portal 8:8 os convoca através da manifestação e da consolidação. Cada fase da vida humana tem algo específico para construir, expressar ou colher neste portal, e compreender onde você está na espiral dos setenios é compreender qual dimensão do oito está mais viva em você agora.
No primeiro setenio, dos zero aos sete anos, a criança que atravessa este portal recebe em seu campo sutil uma impressão de abundância e de poder criativo que pode marcar toda a vida. A qualidade do ambiente que a envolve neste momento, a presença de adultos que manifestam com integridade, que criam com alegria, que exercem autoridade com amor, é semente que germina por décadas.
No segundo setenio, dos sete aos quatorze anos, o Portal 8:8 ativa a criatividade em seu aspecto mais puro. A criança nesta fase está desenvolvendo sua relação com a criação, com a imaginação como força real. Este portal a convida a descobrir que o que imagina com intensidade e amor tem o poder de se tornar real, e isso, aprendido neste setenio, se torna uma das ferramentas mais poderosas da vida adulta.
No terceiro setenio, dos quatorze aos vinte e um anos, o jovem que atravessa este portal está sendo convocado a descobrir sua voz criativa e sua força de vontade. O oito nesta fase fala de identidade que se manifesta, de quem você está se tornando traduzido em escolhas concretas, em talentos que pedem expressão, em uma direção que começa a emergir do caos da adolescência.
No quarto setenio, dos vinte e um aos vinte e oito anos, o Portal 8:8 é particularmente potente. É o setenio das grandes construções, relacionamentos, carreiras, projetos de vida, e o oito amplifica tanto o que está sendo construído sobre bases verdadeiras quanto o que está sendo construído sobre bases do medo ou da expectativa alheia. Este portal pede revisão honesta das fundações.
No quinto setenio, dos vinte e oito aos trinta e cinco anos, com o retorno de Saturno ainda reverberando, o Portal 8:8 convoca a manifestação do ser autêntico que o retorno saturnino revelou. O que você descobriu que realmente é, agora é hora de viver isso sem desculpas, sem adiamentos, sem a segurança falsa de permanecer onde é esperado.
No sexto setenio, dos trinta e cinco aos quarenta e dois anos, o portal amplifica a crise criativa que este setenio naturalmente traz. A pergunta deixa de ser o que eu posso conquistar e se torna o que eu tenho a criar que seja genuinamente meu. O oito aqui é o número do legado que começa a tomar forma, não o legado como monumento ao ego, mas como expressão do que a alma trouxe para oferecer.
No sétimo setenio, dos quarenta e dois aos quarenta e nove anos, o Portal 8:8 encontra a grande virada espiritual que este ciclo inaugura. A manifestação aqui é de uma qualidade diferente, menos orientada para o mundo externo, mais orientada para a criação de um campo de presença, de um território interior tão sólido e tão luminoso que transforma o ambiente simplesmente por existir.
No oitavo setenio, dos quarenta e nove aos cinquenta e seis anos, a ressonância entre o setenio e o portal é direta e poderosa. O ser que está neste ciclo está no seu próprio oito, o ciclo da colheita, do serviço, da sabedoria que se torna oferta. O Portal 8:8 amplifica essa qualidade com uma intensidade que pode ser sentida no corpo, nas relações, nos sonhos. É um momento de grande fecundidade espiritual.
No nono setenio, dos cinquenta e seis aos sessenta e três anos, o portal convoca o ancião interior que está despertando a assumir sua função com plenitude. A voz da sabedoria que acumulou nove setenios de experiência tem algo de insubstituível a oferecer ao mundo. Este portal pergunta: você está disposto a oferecê-la? Completamente, sem reservas, sem o medo tardio de parecer arrogante ou de errar?
No décimo setenio, dos sessenta e três aos setenta anos, o Portal 8:8 e o setenio do legado consciente se encontram em uma ressonância de extraordinária beleza. O que você construiu ao longo de toda uma vida está agora em seu momento de maior clareza. As obras que importam ficam visíveis. As que eram apenas ruído se dissolvem. O que resta é o essencial, e o essencial, neste portal, pede para ser transmitido, compartilhado, entregue às gerações que vêm.
No décimo primeiro setenio, dos setenta aos setenta e sete anos, a porosidade crescente entre os mundos que este ciclo traz encontra no Portal 8:8 um amplificador de percepção espiritual. Experiências de sincronicidade se multiplicam. A comunicação com dimensões sutis da existência se torna mais natural. O ser neste setenio começa a manifestar, com sua simples presença, uma qualidade de campo que afeta todos que se aproximam.
No décimo segundo setenio, dos setenta e sete aos oitenta e quatro anos, o segundo retorno de Saturno e o Portal 8:8 convergem em uma prestação de contas que é simultaneamente honesta e amorosa. O que foi construído com verdade resplandece. O que ainda carrega não resolvido pede uma última atenção, não para ser perfeito, mas para ser honrado. Este portal oferece uma graça particular: a oportunidade de completar o que ficou incompleto, de dizer o que ficou por dizer, de amar o que ainda espera ser amado.
No décimo terceiro setenio, dos oitenta e quatro aos noventa e um a nos, a grande síntese que este ciclo oferece encontra no oito a sua expressão mais elevada. O ser que chegou aqui com o coração aberto está além da necessidade de manifestar para o mundo. Sua manifestação acontece em outro nível, no nível do campo, da irradiação, da presença que transforma sem precisar agir. É o oito em sua expressão mais sutil e mais poderosa ao mesmo tempo.
No décimo quarto setenio, dos noventa e um aos noventa e oito anos, o farol que este ciclo representa encontra no Portal 8:8 sua máxima amplificação. O ser que chegou aqui é, em si mesmo, um portal. Sua existência no mundo físico é uma abertura entre dimensões. A lemniscata que o oito desenha encontra aqui sua expressão mais completa, dois mundos circulando através de um único ponto de consciência que aprendeu a habitar ambos com total naturalidade.
No décimo quinto setenio, dos noventa e oito aos cento e cinco anos, o retorno à transparência primordial encontra no oito a completude da espiral. O que o primeiro setenio buscava instintivamente, enraizamento, presença plena, contato direto com a realidade, o décimo quinto encontrou por outro caminho: não pela inocência que ainda não conhece, mas pela sabedoria que conheceu tudo e encontrou no centro de tudo a mesma simplicidade luminosa que estava no princípio. O ser que chegou aqui e ainda respira no mundo físico é uma dádiva que o cosmos oferece à humanidade, um ponto de ancoragem entre o eterno e o temporal, um lembrete vivo de que a jornada tem sentido e o sentido tem beleza.
O que o Portal 8:8 Pede de Cada Um
Se o 7:7 perguntou quem você é, o 8:8 pergunta o que você faz com isso.
Se o 7:7 convidou à dissolução do falso, o 8:8 convida à construção do verdadeiro.
Se o 7:7 foi o mergulho, o 8:8 é o retorno à superfície, trazendo nas mãos o tesouro que as profundezas guardavam.
Este portal pede que você se pergunte, com a honestidade que os setenios acumulados permitem: entre o que sou interiormente e o que manifesto exteriormente, existe alinhamento? O que ainda vivo por inércia, por medo, por hábito, quando minha alma já sabe que o próximo passo é diferente? Que criação está esperando por mim, que obra, que relação, que serviço, que palavra, que só eu posso oferecer, exatamente do jeito que sou?
Essas perguntas, feitas neste portal, têm um poder que em outros momentos não têm. O campo está favorável. O cosmos está inclinado na direção do que é genuíno. A lei do karma, operando em seu aspecto mais compassivo, está criando condições para que o alinhamento aconteça.
Exercício Guiado: O Trono Interior e a Obra que Você Veio Criar
Separe uma hora em um espaço que você possa tornar sagrado da maneira que é autêntica para você. Uma vela, uma pedra, uma flor, um símbolo que carrega significado, o que quiser. O espaço externo é um convite ao espaço interno.
Primeira parte - O Corpo como Fundação
Antes de sentar, fique de pé por alguns minutos. Plante os pés no chão, literalmente, se possível com os pés descalços tocando a terra ou o piso. Sinta o peso do corpo. Sinta a gravidade como abraço, como o planeta dizendo: eu te seguro, pode confiar.
Respire profundamente oito vezes. Em cada inspiração, imagine que você inspira luz dourada, a luz do Sol em Leão, a luz da soberania interior. Em cada expiração, imagine que libera qualquer resíduo de pequenez, de autodiminuição, de histórias que dizem que você é menos do que é.
Ao final da oitava respiração, fique parado por um momento. Perceba como o corpo está. Perceba o espaço que ocupa. Perceba que você tem o direito de estar aqui, completamente, sem pedir desculpas pela sua existência.
Segunda parte - O Espelho do Oito
Sente-se com a coluna ereta.
Imagine diante de você um espelho, mas um espelho diferente de qualquer espelho que você já viu. Ele reflete o interior, o essencial, o que está além da aparência e da persona. Ele mostra o que você realmente é, com total clareza e total compaixão ao mesmo tempo.
Olhe para esse espelho. O que você vê?
Fique com a imagem por alguns minutos. Se algo de belo aparecer, algo que você normalmente tem dificuldade de reconhecer em si mesmo, permita-se receber isso. Coloque a mão sobre o coração e diga internamente: Eu me vejo. Eu me reconheço. Eu me recebo.
Se algo que ainda precisa de atenção aparecer, um padrão, uma ferida, uma incongruência entre o interior e o exterior, receba também com a mesma compaixão. Coloque a mão sobre o coração e diga: Eu vejo isso. Estou pronto para transformar.
Terceira parte - O Trono Interior
Visualize no centro do seu peito um espaço, amplo, luminoso, silencioso. É o trono interior. O lugar de onde você governa sua própria vida quando está verdadeiramente centrado.
Sente-se nesse trono. Sinta o que é governar a partir do centro, com autoridade que não precisa se impor, com poder que nasce do amor, com clareza que nasce do silêncio.
Agora, a partir desse trono, olhe para sua vida como um rei ou rainha olha para seu reino. Com visão panorâmica e coração aberto. O que está florescendo e merece ser celebrado? O que está pedindo atenção e cuidado? O que está esperando ser construído?
Fique nessa perspectiva pelo tempo que for necessário.
Quarta parte - A Obra
A partir do trono interior, deixe emergir uma imagem, a imagem de algo que você veio criar. Pode ser uma obra concreta, um projeto, um livro, um negócio, uma prática. Pode ser algo mais sutil, uma qualidade, em se fazer presente, uma forma de servir, um tipo de relação que você quer cultivar. Pode ser uma mudança na maneira como você habita sua própria vida.
Quando a imagem emergir, não a analise, apenas a receba. Sinta ela no corpo. Deixe que ela ocupe espaço no seu campo interior como se já existisse.
Depois, pergunte a essa imagem: o que você precisa de mim para existir? O que preciso parar de fazer? O que preciso começar? Qual é o primeiro passo, o menor e mais concreto passo possível, que posso dar ainda nesta semana?
Escute a resposta. Ela virá, não necessariamente em palavras, mas em clareza, em sensação, em direção.
Quinta parte - O Compromisso do Oito
Quando a resposta estiver clara, leve as mãos à frente do corpo, palmas viradas para cima, como quem oferece e como quem recebe ao mesmo tempo. Esse gesto é o símbolo do oito vivo: dar e receber no mesmo movimento, o fluxo que circula sem interrupção.
Diga internamente, com toda a presença que você conseguir reunir:
Eu assumo a soberania da minha própria vida. Eu me comprometo a manifestar o que sou. Eu ofereço ao mundo o que vim trazer. E recebo do mundo o que esse oferecimento naturalmente atrai.
Repita três vezes. Sinta cada repetição se instalar mais fundo, no corpo, no campo, no compromisso que você está firmando consigo mesmo e com o cosmos que te convocou até aqui.
O Retorno
Traga a atenção de volta ao corpo, ao espaço, à respiração. Esfregue as palmas das mãos e passe-as sobre o rosto. Sinta os pés no chão, o mesmo chão que estava no começo, mas você que o toca agora é diferente.
Pegue o caderno e escreva: a imagem da obra que emergiu, o que ela pediu de você, o primeiro passo concreto que se revelou. E escreva também a data. Porque este é um momento de compromisso, e compromissos merecem ser datados, assinados, honrados.
Uma Última Coisa…
O Portal 8:8 fecha o ciclo que o 7:7 abriu. Juntos, eles formam um arco completo, o mergulho e o retorno, a dissolução e a manifestação, o reconhecimento interior e a expressão exterior.
Mas o arco só se completa se você agir. A consciência sem ação é um tesouro que ninguém recebe. O amor que fica apenas dentro é um dom que o mundo não pôde receber. A sabedoria que não encontra forma permanece potencial, linda e estéril ao mesmo tempo.
O cosmos fez sua parte. Abriu a janela. Amplificou o campo. Inclinou as forças em direção ao seu alinhamento.
Agora é sua vez.
Manifeste. Com coragem, com humildade, com o coração aberto que sabe que o que cria não lhe pertence, pertence ao mundo que o pediu, através de você, para existir.
O Mestre que nos acompanha sempre soube que o caminho espiritual não termina no silêncio do templo. Ele começa lá, e se completa no mercado, na família, na obra, na vida vivida com inteireza e presença.
Vá. Crie. Manifeste.
O mundo está esperando o que só você pode trazer...
Com amor,
Renata Zimmermann
Paz em Cristo.
Namastê.
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ERNESTO SHIMABUKO
Shima é Jornalista, Escritor, Empresário, Médium e Terapeuta de Regressão, iniciou sua caminhada espiritual ainda na infância.
Seu contato com os mestres da Hierarquia Espiritual inspirou a criação do Blog "Caminhando com o Mestre" onde pode compartilhar suas vivências e canalizações. É Autor de diversos livros na área da Espiritualidade, onde relata suas experiências.



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