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quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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PORTAL 9:9 - QUANDO A ALMA APRENDE A SOLTAR - 09/09/2026
PORTAL 9:9 - QUANDO A ALMA APRENDE A SOLTAR - 09/09/2026
Saudações da Luz,
Há um momento na jornada espiritual que nenhuma preparação consegue tornar completamente indolor.
É o momento em que a alma percebe que completou um ciclo. Que tudo que precisava ser vivido dentro daquela forma, daquele relacionamento, daquele projeto, daquela identidade, daquela fase da vida, daquela versão de si mesma, foi vivido. Que continuar agarrada ao que se completou não é lealdade. É medo disfarçado de amor.
O Portal 9:9 é o portal desse momento.
Ele chega com a clareza inegociável de quem não tem mais tempo a perder com ilusões gentis. Mas por baixo dessa clareza, existe o amor mais profundo que o cosmos é capaz de expressar. O amor que sabe que a única maneira de dar espaço para o novo é honrar completamente o velho, agradecer com genuinidade e então soltar.
Soltar não é perder. É a forma mais elevada de amor que existe.
O nove veio ensinar exatamente isso.
A Geometria da Completude
O nove é o último dos números primordiais. Depois dele, o dez que é o um em um nível superior, o início de uma nova oitava de existência. O nove, portanto, carrega em si a essência de todos os números anteriores. Ele é a soma, a síntese, a destilação de tudo que o um, o dois, o três, o quatro, o cinco, o seis, o sete e o oito viveram e aprenderam.
Há uma propriedade matemática do nove que os antigos reconheciam como sagrada e que a matemática moderna ainda preserva sem sempre compreender seu significado mais profundo: qualquer número multiplicado por nove, quando se somam os algarismos do resultado, retorna ao nove. Nove vezes dois é dezoito, um mais oito, nove. Nove vezes sete é sessenta e três, seis mais três, nove. Nove vezes qualquer número, o nove sempre retorna a si mesmo.
Os mistérios ensinavam que isso não é apenas curiosidade aritmética. É a demonstração de uma qualidade espiritual: o nove absorve tudo e permanece ele mesmo. Tudo que toca, ele integra. Nada do que encontra consegue diminuí-lo ou alterá-lo em sua essência. Ele é o número da consciência que passou por tudo, pela inocência do um, pela dualidade do dois, pela criatividade do três, pela solidez do quatro, pela liberdade do cinco, pelo amor do seis, pela introspecção do sete, pela manifestação do oito e chegou ao outro lado com uma sabedoria que não pode ser ensinada. Apenas vivida.
O nove é o número do sábio que não precisa mais provar nada. Do mestre que já não distingue entre ensinar e aprender. Da alma que completou sua tarefa neste nível e está prestes a dar o salto para o próximo.
Quando esse número aparece duplicado 9:9, o convite à completude se torna uma convocação. Dois noves se olhando. Dois ciclos que se encerram se reconhecendo mutuamente. O mundo interior e o mundo exterior ambos dizendo, ao mesmo tempo, com a mesma voz: está completo. Está completo. Pode soltar.
O que o Nove Carrega que Nenhum Outro Número Carrega
As tradições de numerologia sagrada que sobreviveram ao tempo reconhecem no nove uma qualidade que o distingue fundamentalmente de todos os outros números: ele não é orientado para si mesmo. Todos os outros números, em algum grau, têm uma orientação interna, o um busca a identidade, o dois busca a união, o três busca a expressão, o quatro busca a estabilidade, o cinco busca a liberdade, o seis busca a harmonia, o sete busca a sabedoria, o oito busca a manifestação. Mas o nove, o nove está orientado para o todo...
A vibração do nove é naturalmente universalista, naturalmente compassiva, naturalmente voltada para o coletivo. Não por obrigação ou por sacrifício, mas porque a alma que chegou ao nove genuinamente percebe que o bem do todo e o bem individual são inseparáveis. Que servir é a forma mais elevada de existir. Que o amor que não transborda para além dos limites do eu ainda tem fronteiras que o crescimento espiritual desfará.
Isso tem uma implicação que vale examinar com honestidade: o Portal 9:9 ativa em cada um de nós essa dimensão universalista. Nos convida a expandir o círculo do que consideramos nosso, nossa família, nossa comunidade, nossa responsabilidade, nosso amor. Nos pergunta onde ainda mantemos fronteiras que o coração já está pronto para dissolver.
E nos convida, acima de tudo, a encerrar os ciclos que precisam ser encerrados. Porque enquanto a energia estiver presa no que já se completou, ela não está disponível para o que está nascendo.
Cabala e o Nove: Yesod, a Fundação de Tudo que se Manifesta
Na Árvore da Vida, o número nove corresponde a Yesod — a Fundação. Esta sephira tem uma posição peculiar e extraordinariamente importante na arquitetura da Árvore: ela está diretamente acima de Malkuth, o reino manifesto, o mundo físico. Yesod é o filtro, o receptor, o campo através do qual todas as energias superiores passam antes de se tornarem realidade concreta.
Yesod é frequentemente associado ao plano astral, ao sonho, ao inconsciente coletivo, ao vasto campo de imagens, padrões e arquétipos que existem entre o mundo puramente espiritual e o mundo puramente material. É o lugar onde as intenções tomam sua forma pré-manifestada antes de descer à densidade do físico.
O que isso revela sobre o Portal 9:9 é de uma precisão extraordinária: este portal opera exatamente nessa camada intermediária, no campo do sonho coletivo da humanidade, nos padrões que governam o que se manifesta ou não, nas formas que a consciência assume antes de se tornar realidade visível.
Trabalhar com o Portal 9:9 é trabalhar nesse campo pré-manifesto. É limpar, purificar, dissolver os padrões que estão cristalizados em Yesod, os padrões que continuam gerando as mesmas realidades repetidas, os mesmos ciclos que se renovam porque suas raízes no plano sutil ainda não foram tocadas. É o trabalho mais profundo e mais consequente que um ser humano pode realizar, porque muda o molde antes que a realidade seja vazada nele.
Setembro e a Colheita
O Portal 9:9 se abre no nono dia do nono mês e setembro, em seu simbolismo ancestral, é o mês da colheita. O momento em que o agricultor observa o que cresceu dos campos que plantou e cultiva ao longo do ano. Com um olhar que precisa ser simultaneamente grato e honesto, porque a colheita mostra com uma clareza que não admite desculpas o que foi plantado e como foi cultivado.
Setembro é o mês em que o Sol transita de Virgem para Libra, da análise precisa e do discernimento cuidadoso para o equilíbrio, a justiça e a capacidade de ver com imparcialidade. Esse movimento astronômico carrega em si o convite do 9:9: primeiro, ver com precisão e honestidade o que foi construído, o que foi vivido, o que foi completado ou deixado incompleto. Depois, encontrar o equilíbrio necessário para o fechamento, nem agarrar com nostalgia o que precisa partir, nem rejeitar com pressa o que ainda tem algo a ensinar.
A colheita do nove não é apenas material. É a colheita de tudo que a alma semeou ao longo de um ciclo completo, em experiências, em relações, em aprendizados, em karma gerado e karma saldado, em amor dado e amor recebido. E como toda colheita honesta, ela inclui tanto o que floresceu quanto o que não germinou como esperado e tanto um quanto o outro têm valor, têm ensinamento, merecem gratidão.
O Céu de Setembro de 2026: O Grande Encerramento
O campo planetário de setembro de 2026 carrega uma qualidade que os astrólogos das tradições antigas chamariam de kairós, o tempo certo, o momento oportuno, a janela em que o cosmos se organiza para que o encerramento de ciclos aconteça com a graça que seria impossível em outros momentos.
Uma das grandes forças que governa a transformação profunda e irreversível está em seu ponto de maior inflexão, o momento em que o que vinha sendo transformado gradualmente atinge sua forma definitiva. O que estava em processo de transmutação desde o início deste ano, passando pelo 7:7 e pelo 8:8, chega agora ao seu ponto de cristalização. Não o que o ego queria que se tornasse, o que a alma precisava que se tornasse.
Simultaneamente, a grande força dissolvente, aquela que opera nos planos mais sutis, dissolvendo o que é ilusório e revelando o que é eterno, está em seu momento de maior potência neste ciclo. Sua influência sobre o campo coletivo é de uma profundidade que raramente se vê. Ela está operando como um grande apagador cósmico, varrendo do quadro os padrões que já cumpriram sua função e que, se permanecerem, impedirão que o novo se inscreva.
E há uma terceira influência de extraordinária importância: a força que governa os ciclos do karma coletivo está em diálogo direto com a força que governa a expansão da consciência. Esse diálogo tem um som específico que os ouvidos da alma reconhecem: é a hora. É a hora de saldar o que precisa ser saldado. De perdoar o que precisa ser perdoado. De liberar o que precisa ser liberado. De completar o que precisa ser completado. Para que o que vem a seguir possa vir limpo, vivo e livre.
O Perdão como Tecnologia Espiritual
Nenhum ciclo se encerra completamente enquanto o perdão não foi exercido. Essa é uma das verdades mais práticas e menos românticas do caminho espiritual e o Portal 9:9 a traz à superfície com uma urgência que outros portais não têm.
O perdão do qual falamos aqui não é o perdão sentimental que a cultura religiosa muitas vezes propõe, o perdão como renúncia ao próprio sofrimento em nome de um ideal moral. Não é tampouco o perdão prematuro que encobre a ferida antes de curá-la, criando uma paz superficial que a primeira pressão dissolve.
O perdão espiritual genuíno é um ato de reconhecimento. É perceber que o outro — quem quer que tenha causado dor — estava operando a partir do nível de consciência que tinha disponível naquele momento. Que o sofrimento que causou nasceu de seu próprio sofrimento não resolvido. Que mantê-lo preso em sua mente como réu eterno de um tribunal interior é, antes de tudo, uma prisão para você, porque o que você condena permanece conectado a você pela corrente do julgamento.
Perdoar é cortar essa corrente. Não porque o que aconteceu foi aceitável, pode não ter sido. Mas porque você escolhe sua liberdade acima da necessidade de manter o outro aprisionado em sua condenação interior.
E há ainda o perdão mais difícil, o perdão de si mesmo. Por tudo que fez e que gostaria de ter feito diferente. Por tudo que deixou de fazer por medo. Por todos os momentos em que escolheu a pequenez quando poderia ter escolhido a grandeza. Por todas as vezes em que não foi a versão de si mesmo que sua alma sabe que é capaz de ser.
Esse perdão, quando genuíno, tem um efeito que vai além do emocional. Ele libera uma quantidade extraordinária de energia que estava aprisionada na autocrítica, na vergonha, no arrependimento crônico. Energia que estava sustentando o peso do passado e que agora fica disponível para o presente e para o futuro.
O Portal 9:9 é o portal do perdão completo. De si mesmo e dos outros. Do que foi e do que não foi. Da vida que aconteceu e da vida que imaginamos que aconteceria.
A Compaixão como Estado Natural da Consciência que Chegou ao Nove
Há uma qualidade que emerge naturalmente na consciência que completou seus ciclos com honestidade, que atravessou o um e o dois e o três até o oito e chegou ao nove com todas as experiências integradas. Essa qualidade é a compaixão.
Mas a compaixão do nove é diferente da compaixão que os estágios anteriores conhecem. Nos estágios iniciais, a compaixão muitas vezes carrega uma mistura de empatia genuína com necessidade de salvar, de corrigir, de aliviar a dor do outro de maneira que também alivie o desconforto de quem observa o sofrimento. É uma compaixão ainda misturada com o ego, bela e genuína em seu impulso, mas ainda parcialmente a serviço de quem a exerce.
A compaixão do nove é diferente. Ela nasce da percepção direta, não apenas intelectual, mas experiencial, a de que o outro não é outro. De que o sofrimento que você observa lá fora tem raízes nos mesmos campos que o sofrimento que você conhece por dentro. De que a separação que parece tão absoluta entre o eu e o não-eu é, em um nível mais profundo da realidade, uma ilusão sustentada pela densidade da encarnação.
Essa compaixão não se cansa. Não precisa de reconhecimento. Não distingue entre quem merece e quem não merece, porque ela opera de um nível anterior ao julgamento. Ela simplesmente vê o sofrimento e se move em direção a ele, da maneira que pode, no momento que pode, com o que tem disponível.
O Portal 9:9 ativa essa qualidade de compaixão em quem está pronto para recebê-la. Não como um dom que cai do céu, como um amadurecimento que estava em processo há ciclos e que este portal permite que chegue à sua expressão plena.
A Morte como Mestra: O que o Nove Sabe sobre o Fim
As tradições esotéricas que mapearam os números como arquétipos de consciência associam o nove à morte, mas a uma morte que é sempre transformação, sempre passagem, sempre o fim de uma forma que libera a essência para assumir uma forma mais elevada.
A morte que o nove conhece não é a cessação. É a metamorfose. É a lagarta que se dissolve completamente dentro do casulo, não morre para ressuscitar, mas literalmente se desintegra em uma sopa de células indiferenciadas antes de se reorganizar em borboleta. Esse processo de dissolução total antes da nova forma é o processo do nove. E ele pede a coragem de se dissolver, de soltar a forma conhecida antes de saber qual será a nova forma.
Esse é o medo fundamental que o Portal 9:9 convoca a enfrentar: o medo de soltar sem garantias. De terminar sem saber o que vem depois. De fechar a porta atrás de si antes de ver a próxima porta aberta à frente.
A sabedoria do nove diz que as portas não se abrem enquanto as mãos estiverem ocupadas segurando o que ficou para trás. E que a escuridão entre uma porta e outra, esse espaço sem forma, sem identidade clara, sem chão familiar, não é um erro no processo. É o processo. É o ventre da transformação. É o casulo onde a borboleta está sendo feita.
Os Setênios e o Portal 9:9: A Colheita de Cada Fase
O nove encontra cada setênio em um ponto específico da espiral e o que ele convoca em cada fase tem uma qualidade distinta, uma profundidade que só aquele ciclo particular pode oferecer.
No primeiro setênio — dos zero aos sete anos — a criança que atravessa este portal está sendo tocada em seu corpo sutil por uma onda de completude que ela não compreende com a mente, mas sente no corpo e nas emoções. Crianças nesta fase podem demonstrar uma sensibilidade aumentada, uma necessidade maior de colo e de presença, uma intuição que surpreende os adultos ao redor. O que está acontecendo é uma limpeza de padrões kármicos trazidos de outros ciclos — um encerramento que o ser faz em seu sono, em seu jogo, em sua relação espontânea com o invisível que a criança ainda não aprendeu a negar.
No segundo setênio — dos sete aos quatorze anos — o Portal 9:9 toca o mundo emocional em pleno desenvolvimento. Relações de amizade que se completam, interesses que se encerram para dar lugar a outros, a primeira experiência consciente de perda e de luto. Este portal convida a criança mais velha e o adolescente emergente a aprender algo que levará décadas para ser completamente integrado: que terminar não é fracassar. Que soltar é uma forma de amor. Que o fim de uma fase cria o espaço para a próxima.
No terceiro setênio — dos quatorze aos vinte e um anos — o Portal 9:9 encontra a identidade ainda em formação e a convida a um primeiro grande encerramento: o encerramento das versões de si mesmo que foram assumidas para agradar, para pertencer, para sobreviver ao ambiente familiar e escolar. O jovem que atravessa este portal com consciência começa a perceber quais aspectos de sua identidade são genuinamente seus e quais foram adotados por necessidade — e começa o longo e corajoso processo de soltar o que não é.
No quarto setênio — dos vinte e um aos vinte e oito anos — o nove encontra as primeiras grandes construções da vida adulta e pergunta, com uma honestidade que pode ser perturbadora: o que você construiu aqui que é verdadeiro? E o que foi construído sobre bases que já não te sustentam? Este é o setênio em que muitas almas enfrentam o fim do primeiro grande relacionamento, a mudança de carreira que parecia certa e não era, o afastamento de grupos e ambientes que não refletem mais quem estão se tornando. O nove aqui não é cruel, é libertador. Mas a liberdade que ele oferece tem o custo do não familiar.
No quinto setênio — dos vinte e oito aos trinta e cinco anos — com o retorno de Saturno ainda ressoando, o Portal 9:9 aprofunda o trabalho de autenticidade. O que sobreviveu ao retorno saturnino e ainda está presente precisa agora ser completamente honrado ou completamente encerrado. As meias medidas — as situações de meio a meio, os relacionamentos de talvez, as carreiras de por enquanto — tornam-se insustentáveis sob a luz do nove. Ele pede inteireza. Pede que você esteja completamente dentro ou completamente fora. Que diga sim com o corpo inteiro ou que diga não com o mesmo corpo inteiro.
No sexto setênio — dos trinta e cinco aos quarenta e dois anos — o Portal 9:9 e a crise da meia-vida se encontram em um ponto de máxima intensidade transformadora. A Sombra que batia à porta neste setênio agora bate com a urgência que o nove acrescenta. O que ficou nas câmaras escuras ao longo de três décadas e meia de vida está pedindo passagem, não para destruir, mas para ser integrado antes que a segunda metade da vida comece. O nove aqui é o grande alquimista: dissolve o que era chumbo para que o ouro que sempre esteve presente possa finalmente aparecer.
No sétimo setênio — dos quarenta e dois aos quarenta e nove anos — a grande virada espiritual que este ciclo inaugura encontra no nove a profundidade que precisa. A orientação da vida que muda de externa para interna, do que o mundo pede para o que a alma sabe, encontra no Portal 9:9 uma amplificação extraordinária. Aqui, o encerramento de padrões antigos acontece em um nível muito profundo: padrões de relacionamento com o poder, com a autoridade, com a necessidade de aprovação, com a identidade construída sobre realizações externas. O que fica depois desse encerramento é mais limpo, mais essencial, mais verdadeiro do que qualquer coisa que existia antes.
No oitavo setênio — dos quarenta e nove aos cinquenta e seis anos — o Portal 9:9 encontra a colheita em seu momento mais maduro. O ser que chegou aqui com honestidade está colhendo décadas de escolhas, de amor, de esforço, de crescimento. E o nove pede que essa colheita seja olhada com gratidão genuína pela totalidade, inclusive pelo que foi difícil, inclusive pelo que não saiu como planejado. Porque a gratidão total — a gratidão que inclui as sombras — é a forma mais elevada de sabedoria que este setênio pode oferecer.
No nono setênio — dos cinquenta e seis aos sessenta e três anos — a ressonância entre o setênio e o portal é direta e poderosa como só acontece quando dois noves se encontram. O ancião interior que desperta neste ciclo e a vibração do nove que convoca à completude criam juntos uma experiência que os que atravessam descrevem frequentemente com as mesmas palavras: clareza. Uma clareza que não nasceu do intelecto, mas da experiência destilada em sabedoria. A clareza de quem sabe, no sentido mais profundo do saber, o que importa e o que não importa. O que é real e o que é sombra. O que merece o tempo que resta e o que pode, finalmente, ser soltado com amor.
No décimo setênio — dos sessenta e três aos setenta anos — o Portal 9:9 e o setênio do legado consciente convergem em torno de uma pergunta que carrega o peso de uma vida inteira: o que você quer que permaneça depois de você? Não como monumento, como influência. Como transformação que se propaga. Como amor que se multiplicou através dos seres que você tocou. Esta pergunta, feita honestamente neste portal, tem o poder de reorganizar completamente as prioridades dos anos que restam, tornando-os os mais vivos, os mais significativos, os mais generosos de toda a jornada.
No décimo primeiro setênio — dos setenta aos setenta e sete anos — a porosidade crescente entre os mundos encontra no nove uma ressonância particular. O ser que está neste ciclo já vive parcialmente além das fronteiras do tempo linear. As almas que partiram estão mais presentes. Os padrões da vida inteira ficam mais visíveis, mais compreensíveis, mais belos em sua coerência. E o Portal 9:9 amplifica essa visão panorâmica, permitindo que o ser veja sua própria jornada como um todo integrado, como uma obra que tem sentido do começo ao fim, como uma história que valeu completamente a pena ser vivida.
No décimo segundo setênio — dos setenta e sete aos oitenta e quatro anos — o segundo retorno de Saturno e o Portal 9:9 juntos criam uma das experiências mais profundas que a consciência humana pode ter ainda encarnada: a compreensão direta, visceral e amorosa de que tudo passou exatamente como devia passar. Que os erros foram aprendizados. Que as perdas foram aberturas. Que as dores foram escolas. Que o amor que foi dado e recebido ao longo de décadas deixou no tecido da realidade uma marca que permanece muito além do que os olhos físicos conseguem ver.
No décimo terceiro setênio — dos oitenta e quatro aos noventa e um anos — a grande síntese que este ciclo oferece alcança, com o Portal 9:9, sua expressão mais completa. O nove que absorve tudo e retorna a si mesmo encontra a alma que viveu tudo e retornou à sua essência. É o ponto em que a jornada espiritual de uma vida inteira se revela como o que sempre foi: um círculo que retorna ao ponto de origem, mas o ponto de origem, agora, é reconhecido como o que sempre foi: a pura consciência que nunca se perdeu, que apenas esqueceu temporariamente para poder lembrar de uma maneira que a transformasse para sempre.
No décimo quarto setênio, dos noventa e um aos noventa e oito anos — o farol que este ciclo representa encontra no Portal 9:9 sua máxima expressão. O ser que chegou aqui completou mais ciclos do que a maioria dos seres humanos completa em uma encarnação. Sua presença no mundo físico é, em si mesma, um encerramento de karma coletivo, uma âncora de sabedoria, de memória, de frequência que o planeta precisa enquanto atravessa sua própria grande transição. Cada respiração deste ser é um ato de serviço. Cada momento em que permanece presente e consciente é um presente que o cosmos oferece à humanidade através de sua forma encarnada.
No décimo quinto setênio — dos noventa e oito aos cento e cinco anos — o retorno à transparência primordial e o Portal 9:9 se encontram no ponto mais sagrado da espiral: o lugar onde o fim e o começo são o mesmo ponto. O nove que encerra todos os ciclos e o um que os inicia não são opostos, são o mesmo movimento visto de lados diferentes do círculo. O ser que chegou aqui carrega em sua consciência ambos simultaneamente. É ao mesmo tempo a criança que acaba de chegar e o ancião que está prestes a partir e nessa simultaneidade reside uma sabedoria que transcende qualquer coisa que as palavras consigam transmitir.
O que o Portal 9:9 Pede que Você Solte
Se o 7:7 perguntou quem você é e o 8:8 perguntou o que você manifesta, o 9:9 pergunta o que você está disposto a soltar para que a próxima versão de si mesmo possa nascer.
Essa pergunta merece ser feita com a máxima honestidade. Porque o que precisamos soltar raramente é o que imaginamos que é. Raramente é o que nos machuca, esse já estamos tentando soltar há anos. O que o nove pede que soltemos é frequentemente o que amamos, o que nos deu identidade, o que nos sustentou durante um ciclo inteiro.
Pode ser uma forma de se ver, uma história sobre quem você é que foi verdadeira em um período da vida mas que agora limita o que você pode se tornar. Pode ser um papel que você desempenhou: o cuidador, o forte, o que nunca precisa de ajuda, o que sempre tem as respostas, e que o esgotou enquanto também te protegeu. Pode ser uma relação que se completou, não porque houve falha, mas porque o que tinha para ser vivido entre aquelas duas almas foi vivido, e o que resta agora é apenas o hábito de continuar.
Pode ser uma mágoa que você carrega há tanto tempo que já não sabe mais como é ser você sem ela. Pode ser uma ambição que foi legítima em seu tempo mas que agora é apenas peso. Pode ser a necessidade de ter razão, de que sua versão da história seja a versão correta, que te custa mais do que qualquer coisa que ganhas em troca.
O Portal 9:9 não julga o que você ainda carrega. Ele simplesmente ilumina com a clareza suave e inexorável de um amanhecer, o que está pronto para ser liberado. E convida, com a ternura que só o amor que completou muitos ciclos conhece, a que você confie no espaço que se abre quando algo que já cumpriu seu propósito finalmente parte.
Exercício Guiado — O Grande Encerramento: Ritual de Completude e Liberação
Este exercício é o mais profundo dos três portais. Separe noventa minutos, se possível.... Noventa minutos, que é precisamente a metade de três horas, o número da criação e da síntese. O tempo tem sua própria sabedoria, e este exercício honra isso.
De preferência faça ao ar livre ou próximo de uma janela aberta. O Portal 9:9 pede movimento — o movimento do que se libera precisa de espaço para ir.
Primeira parte — O Inventário da Alma
Antes de entrar em meditação, sente-se com um caderno e escreva três listas. Não as pense, as deixe emergir, escrevendo sem parar, sem censurar, sem organizar.
A primeira lista: tudo que foi completado neste ciclo. Experiências que se encerraram, versões de si mesmo que foram superadas, relações que chegaram ao seu ponto natural de conclusão, padrões que você reconhece como ultrapassados. Escreva com gratidão, cada item desta lista foi um mestre.
A segunda lista: tudo que ainda está pendente. Conversas que precisam acontecer, perdões que ainda não foram dados ou recebidos, promessas a si mesmo que ainda esperam ser honradas, ciclos que estão quase completos mas que precisam de um ato consciente para se fecharem.
A terceira lista: tudo que você quer carregar para o próximo ciclo. As qualidades que você cultivou e que são genuinamente suas. Os amores que são verdadeiros e que se expandirão no próximo ciclo. As sabedorias que você adquiriu e que não quer perder. As sementes que foram plantadas e que ainda não germinaram, mas que você sabe que são reais.
Leia as três listas. Respire fundo após cada uma. Perceba o que o corpo sente ao ler cada item.
Segunda parte — A Meditação do Encerramento
Sente-se com a coluna ereta...
Respire profundamente nove vezes. Em cada expiração, imagine que você sopra para fora, suavemente, sem força, uma cor escura que representa o que está pronto para partir. Em cada inspiração, imagine que você recebe uma luz cada vez mais clara, cada vez mais dourada.
Ao final da nona respiração, imagine que você está em um lugar que sua alma reconhece como sagrado. Pode ser um lugar real que você conhece ou um lugar que surge espontaneamente da imaginação. O que importa é que você se sinta completamente seguro e completamente presente ali.
Nesse lugar, visualize diante de você uma fogueira. Uma fogueira que arde com uma chama violeta e dourada — a chama da transmutação, que não destrói mas transforma. Que não apaga mas purifica.
Da sua primeira lista — o que foi completado — tome cada item e o deposite mentalmente nessa fogueira. Com gratidão. Com uma reverência genuína pelo que cada experiência, cada ciclo, cada versão de si mesmo te deu. Enquanto deposita cada um, diga internamente: Obrigada. Foi real. Está completo. Pode ir.
Faça isso com cuidado. Sem pressa. Alguns itens precisarão de mais tempo — alguns ciclos que estamos encerrando foram companheiros de muitos anos, e o encerramento merece honra proporcional ao tempo que foram reais.
Quando a primeira lista estiver completa, permaneça em silêncio por alguns minutos observando a fogueira. Perceba que ela não diminuiu ao receber o que você depositou — ela ficou mais brilhante. A transmutação libera energia. O encerramento consciente devolve ao campo o que estava aprisionado na forma que se completou.
Terceira parte — O Perdão que Libera
Da sua segunda lista — o que ainda está pendente — traga um item de cada vez para o campo da sua consciência. Especialmente os perdões.
Para cada pessoa que ainda habita seu interior como mágoa, como julgamento, como ferida não resolvida, visualize-a diante de você na fogueira. Não para consumi-la, para vê-la com clareza.
Veja-a como a alma que é, além da persona que te feriu. Veja o sofrimento que gerou o comportamento que te causou dor. Veja a limitação de consciência que estava presente naquele momento. E então, do lugar mais profundo que você conseguir acessar, diga internamente:
Eu te libero do meu julgamento. Eu me libero da minha mágoa. O que aconteceu entre nós foi real e já foi. Eu escolho minha liberdade.
Para si mesmo: para cada momento em que você não foi a versão de si mesmo que sua alma sabe que é capaz de ser, visualize-se nessa fogueira com a mesma compaixão. Veja o medo que governava aquele momento. Veja a limitação que estava presente. E então diga:
Eu me perdoo. Eu fiz o que consegui com o que tinha. Eu aprendi. Eu cresci. Estou crescendo ainda. Isso é suficiente. Eu sou suficiente.
Fique com cada perdão o tempo necessário. O perdão genuíno tem um peso específico, quando acontece de verdade, o corpo o reconhece. Há um relaxamento, uma leveza, às vezes lágrimas que são de alívio e não de tristeza.
Quarta parte — A Semente do Próximo Ciclo
Da sua terceira lista — o que você quer carregar para o próximo ciclo — escolha três elementos. Apenas três. Os mais essenciais, os mais vivos, os que mais ressoam com quem você está se tornando.
Visualize esses três elementos como sementes, sementes luminosas, de cores diferentes, cada uma pulsando com sua qualidade específica. Segure-as nas mãos, em sua visualização. Sinta o peso delas, o peso leve e cheio de potencial que toda semente tem.
Agora, encontre no seu campo interior o solo mais fértil que você possui, o centro do coração, a base da vontade, o espaço sagrado onde as intenções mais profundas germinam. E plante as três sementes ali. Uma de cada vez. Com a atenção total que uma semente merece no momento do plantio.
Para cada semente plantada, diga internamente: Eu te recebo. Eu te cultivo. Eu me comprometo a ser o solo em que você cresce.
Quinta parte — O Portal Cruzado
Quando as sementes estiverem plantadas, permaneça em silêncio por alguns minutos. Apenas sendo. Apenas respirando. Apenas existindo nesse espaço entre o que foi e o que virá.
Este silêncio é o portal propriamente dito. É o espaço entre a expiração e a inspiração. Entre o fim e o começo. Entre o nove e o dez, ou o um que vem depois, em oitava mais alta.
Fique nesse silêncio. Honre-o. Ele é tão sagrado quanto qualquer palavra, qualquer visão, qualquer experiência que o exercício trouxe até aqui.
Quando sentir que é hora, não quando a mente disser, mas quando seu ser souber, faça uma última respiração profunda. E ao expirar, deixe sair com o ar qualquer resíduo de apego ao que foi, qualquer ansiedade sobre o que virá, qualquer necessidade de saber antes de dar o passo.
Inspire. Receba o novo ciclo. Ele já está presente, esperando apenas que você faça o espaço para recebê-lo.
O Retorno e o Selamento
Traga a consciência de volta lentamente. Sinta o corpo, os pés no chão, o peso, a respiração. Mova as mãos, os pés. Esfregue as palmas e passe-as sobre o rosto e o coração.
O Arco Completo: 7:7, 8:8 e 9:9
Estes três portais são movimentos de uma única sinfonia, uma sinfonia que a consciência coletiva da humanidade está tocando neste momento particular de sua história.
O 7:7 nos mergulhou nas profundezas, no reconhecimento do que éramos além das máscaras, na integração das sombras, na ativação da coluna de luz que conecta o humano ao divino.
O 8:8 nos trouxe de volta à superfície, com o tesouro encontrado nas profundezas em mãos, com a soberania interior reivindicada, com a missão de manifestar no mundo o que a alma descobriu sobre si mesma.
E o 9:9 completa o arco, convocando o encerramento honesto do que foi, o perdão generoso que libera, e a abertura corajosa para o que ainda não tem nome mas que a alma já sente como presença iminente no horizonte.
Quem atravessou os três portais com consciência, com honestidade, com disposição de serr transformado, chegou a setembro de 2026 diferente de como entrou em julho. Não porque o mundo mudou ao redor. Porque algo dentro mudou de uma maneira que não volta atrás.
E essa mudança que não volta atrás, essa é a definição mais precisa de despertar que existe.
Uma Última Coisa
O cosmos não abre portais para nos testar. Abre portais para criar condições, assim o que está pronto para acontecer em nós, tem a capacidade de acontecer com mais graça, mais velocidade, mais profundidade do que aconteceria sem esse apoio.
Mas o cosmos não cruza o portal por nós. Essa é a liberdade que a encarnação preserva e que nenhuma força externa, por mais amorosa que seja, pode ou quer violar.
Você cruzou esses portais? Deixou-se ser atravessado por eles? Permitiu que o 7:7 te revelasse, que o 8:8 te manifestasse, que o 9:9 te completasse e te abrisse para o próximo ciclo?
Se sim, celebre, com genuína gratidão pela coragem que isso exigiu.
Se ainda não, o portal permanece aberto por sete dias. E mesmo após esses sete dias, o trabalho que ele convoca pode ser feito. O cosmos é paciente com os seus filhos. Ele sabe que cada alma tem seu tempo. Ele sabe que o despertar não se mede em datas, mas em disposição.
E a disposição, essa você tem. O fato de ter chegado até aqui, até esta última linha, é a prova mais eloquente disso.
O Mestre que nos acompanha nesta caminhada não conta os passos que demos. Ele celebra cada passo que escolhemos dar.
Escolha o próximo.
Soltar também é uma forma de dar este passo...
Em Luz e Amor,
Paz em Cristo.
Renata Zimmermann.
Namastê.
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Shima é Jornalista, Escritor, Empresário, Médium e Terapeuta de Regressão, iniciou sua caminhada espiritual ainda na infância.
Seu contato com os mestres da Hierarquia Espiritual inspirou a criação do Blog "Caminhando com o Mestre" onde pode compartilhar suas vivências e canalizações. É Autor de diversos livros na área da Espiritualidade, onde relata suas experiências.



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