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1990 - Aos 33 anos me mudei para o Japão



Saudações da Luz,

Quando o Exército Brasileiro fez a intervenção para evitar e conter a Guerra Civil prestes a explodir em todo o território nacional, eu vivia em Brasilia e assisti todo esse processo na minha tenra idade de 7 anos, ouvindo os comentários diários dos motoristas e vendedores pracistas que trabalhavam na fábrica do meu pai.

Durante os 21 anos seguintes acompanhei de perto em Brasília os acontecimentos que marcaram o período do regime militar até o seu término em 1985. Um dos fatos marcantes da minha experiência pessoal foi vivenciada durante a prestação do serviço militar ao ser alistado no EPA (Esquadrão da Polícia da Aeronáutica).

 Neste período tive o conhecimento sobre as atividades terroristas no Brasil, quando passei a integrar os quadros da "P2", o Serviço de Inteligência que tinha a jurisdição sobre o Aeroporto Internacional de Brasília, onde havia o trânsito de altas personalidades nacionais e estrangeiras.

Depois do atentado à bomba no Aeroporto de Guararapes em Pernambuco, tínhamos a incumbência diária de fiscalizar, supervisionar e investigar qualquer ameaça de bomba contra a população e os passageiros. Os sequestros de aviões por atos terroristas eram frequentes em todo o país. Nos treinamentos e reuniões eram fartos os documentos sobre os membros da ala comunista e terroristas que atuavam em território nacional.

Nas décadas de 80 e 90 passei a trabalhar nos maiores jornais de Brasília me permitindo estar presente nos acontecimentos que mudariam a história do país. Participei dos movimentos sindicais e conheci muitas lideranças neste setor como também os políticos da esquerda nacional, pois fui um dos que produzia os materiais de campanhas eleitorais e "portfólios" dos deputados e senadores na época.

Acompanhei cada disputa eleitoral  até a eleição direta do primeiro presidente civil em 1989. E tudo o que acontecia nos bastidores foram se confirmando ao longo dos anos até os dias atuais. Na época a mídia nacional e as escolas já estavam sendo ocupadas pelo movimento comunista através dos sindicatos, principalmente a dos professores e dos jornalistas.

Na época fui proprietário do jornal “O Pioneiro” e membro da AIDF (Associação de Imprensa do DF).

Participei de encontros e reuniões em assembleias sindicalistas e fui abertamente contra a destruição de patrimônios públicos e privados, pois a minha ascendência japonesa primava pelo respeito e o entendimento sobre as relações entre patrões e trabalhadores e o meio que sustentava o mercado de trabalho. Foi lamentável ver muitos trabalhadores perderem seus empregos e serem abandonados pelos próprios sindicatos.

Muitas empresas faliram e grandes e promissores empresários saíram do país.

O fenômeno "dekassegui" ocorreu na década de 90 em razão da década perdida de 80 e as causas foram de origem estrangeira em todos os aspectos sociais, políticos, econômicos e trabalhistas, pois a Internacional Socialista e movimentos afins estavam criando o caos em várias partes do mundo para promoverem a tomada de poder pelas vias da democracia. Isso ninguém via na época.

Esta década perdida nos anos 80 relaciona-se às crises do Petróleo e a criação da OPEP somado com os conflitos no Oriente Médio na década de 70, 80 e 90 que desestabilizaram a economia global e a Queda do Muro de Berlim com o fim da Guerra Fria entre EUA e a URSS desencadearam outras mudanças políticas e econômicas a nível mundial afetando a vida de todos os cidadãos do planeta.

A divisão do Califado Islâmico foi outro fator que ocasionou a Guerra Irã x Iraque e iniciou a expansão do terrorismo mundial. O quadro geopolítico atual no planeta são consequências das manipulações e interesses dos três blocos que mencionei em vários artigos publicados neste Blog.

Do Japão foi possível acompanhar de longe sobre outro ângulo de visão, tudo o que ocorria nos bastidores do Brasil e no mundo.

Este vídeo trouxe à lembrança aquele período de guerrilhas no interior de Goiás.
Fica aqui a recomendação para que assistam este documentário que considero importante e fiel à verdade dos fatos, alguns deles pude vivenciar no período do regime militar.


Gratidão profunda,
Shima.
Namastê.

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