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Saudações da Luz,

Estou em um prolongado recolhimento interno a pedido dos meus mentores espirituais que se estenderá até depois do Carnaval e neste período costumo ficar afastado das redes sociais, incluindo um isolamento sobre o que acontece no mundo afora. É a primeira vez que devo permanecer afastado por longo tempo das atividades rotineiras.

O hábito de escrever continua por ser um espaço onde procuro expor a minha reflexão, assim os artigos do Blog Caminhando com o Mestre continuam a ser publicados, mesmo que com restrições. Tudo isto, pois estamos em uma preparação para os eventos vindouros e se referem ao que mencionei sobre a Data Limite de 2019 e a Nova Era.

Neste processo não costumo acessar os canais de notícias e foi por isso que somente tomei conhecimento de um acidente quando estava na cozinha ajudando a Corujinha a preparar a janta. E foi dela, que fiquei sabendo o que tinha ocorrido.

Enquanto a Corujinha relatava algumas ocorrências recentes, vi as cenas acontecendo na minha tela mental e fizemos um chamado ao Comandante Ashtar para um encontro de emergência, já que os resgates ocorrem com as ações dos Exus Guardiães que estão sempre atentos e precisava acionar o CAD, como é o nosso procedimento neste tipo de acidente.

A maioria dos casos com tragédias que causam comoção social, mortes de personalidades públicas e acidentes de todos os níveis, incluindo as catástrofes é investigada pelo Alto Comando do CAD e em seguida é acionado o Tribunal Planetário da Terra (TPT) onde são entregues os documentos e provas para análises e/ou denúncias.

- Já estou aqui, Guerreiro!

Foi a resposta imediata que ouvi na voz do Comandante Ashtar. Cumprimentei-O e logo depois entramos em trabalho de resgate nível 2 que ocorre depois de uma operação de resgate em campo, após os atendimentos espirituais de primeiros socorros. Normalmente neste tipo de acidente as vítimas ficam traumatizadas dificultando a fase seguinte que é a de levar a um hospital espiritual e isto acontece pelo fato ter ocorrido através de uma morte instantânea sem tempo para se ter consciência do possível desencarne.

A vítima neste caso nega a morte física porque se sente vivo, com as mesmas dores e é preciso iniciar a fase do nível 2 que é o processo de conscientização da vítima. Todo esse processo deve ser feito de forma delicada, amorosa e compreensiva para que a vítima não leve um segundo choque psicoemocional que compromete todo o desenlace carnal.

Neste trabalho o procedimento é semelhante ao que ocorre com as equipes de resgate no plano físico. É preciso iniciar as conversas com o objetivo de observar as reações da vítima e o seu nível de discernimento, principalmente se está consciente do que ocorreu. Num estado de choque é normal que a vítima se esqueça até do próprio nome, mas lembra-se do que fazia, viu e ouviu nos instantes finais.

Neste trabalho, o CAD atua com prioridade para fazer o processo de transferência das informações da rede de neurônios onde estão armazenados os dados de registros da consciência física para a consciência astral que é a nova condição da vítima que desencarnou no acidente. Abrir este canal espiritual é um passo importante para o desligamento sutil do corpo espiritual do corpo físico evitando os danos posteriores.

O primeiro passo a ser realizado é saber se a vítima sente alguma dor ou desconforto e conforme ela relata algum ponto é realizado imediatamente a cura no corpo astral que ainda reflete os efeitos do dano no corpo físico. Aliviada, a vítima mostra a sua alegria e sente-se mais à vontade para contar o que aconteceu. E tudo é registrado para ser entregue ao Tribunal do Conselho Cármico.

A primeira vítima que foi trazida estava em estado de choque e tremia muito.

Olá, como se sente? – Iniciei a conversa.

Ele olhava para mim, para o ambiente em volta e, assustado...

Ele respondeu dizendo que sentia uma dor forte na cabeça do lado direito e imediatamente coloquei a mão no local, pois vi a marca da ferida ocasionada pela colisão e o que ocorreu depois. Assim que se sentiu melhor narrou o que ocorreu antes do acidente.

Ao tentar entender o que ocorreu depois, procurei passar de forma delicada que houve. A intenção era conduzir a consciência dele para o fato de não ter sobrevivido ao acidente tentando evitar um choque imediato em sua consciência física que precisava ser desligada do corpo carnal.

Ao saber que o seu colega tinha desencarnado e que foi resgatado espiritualmente, me olhou intensamente, ficou em silêncio um instante e em seguida disse:

- Morri?

Então amorosamente respondi:

- Está me vendo aqui conversando com você?

- Sim.

- Então sabe que está vivo, certo? O que posso dizer é que perdeu apenas o corpo que usava até a pouco, mas que agora tem outro com o qual está se manifestando neste momento...

A partir deste ponto, a conversa foi sobre a sua família e se estariam amparados após a sua morte. Perguntou sobre o seu cachorrinho e respondi que seria providenciada uma comunicação sobre sua nova situação e teriam um encontro depois.

- Fica tranquilo e tenha fé, pois agora será levado ao hospital espiritual onde precisa descansar e se recuperar, combinado?

Em seguida adormeceu e foi levado pela equipe do Comando Ashtar.

A segunda vítima demorou alguns instantes até recobrar a consciência e a lucidez. Estava sob efeito ainda do sedativo.

Olhou em volta tentando se situar e saber onde estava.

Fixou seus olhos e voltou a olhar em volta. Um pouco aturdido não conseguia emitir nenhuma palavra.

- Como se sente? – perguntei amorosamente.

Não respondeu e agora parecia assustado.

- Consegue lembrar do teu nome?

Respondeu e se identificou apenas com o sobrenome.

- Sente alguma dor? – perguntei passando a mão sobre o seu corpo.

O procedimento de cura começa com uma anestesia vibracional e em seguida o nível de qualquer dor cessa.

- Sabe o que aconteceu? – prossegui com a intenção de trazer sua consciência para aquele momento da conversa. Esse é um ponto fundamental para que seja feito o processo de conscientização sem danos psíquicos.

Ele narrou que ouviu uma possível falha no sistema e podia ser a causa da pane.

Deixei a conversa fluir de forma natural até que ele mesmo tivesse o discernimento sobre as consequências do acidente. A lucidez sobre o ocorrido foi rápida e mostrou uma mente brilhante. Percebeu que havia desencarnado e então disse:

- E eu que pensava em aproveitar a minha aposentadoria! Quero escrever os meus livros, sabia?

Sorri para ele que continuou falando dos seus projetos para depois da aposentadoria. Perguntou também sobre a família e mencionou a preocupação com o amparo da mesma. Tranquilizei-o sobre este ponto e que não precisava se preocupar, pois todos teriam o apoio necessário, tudo ficaria bem. O importante naquele momento era a sua condição que precisava de toda a atenção para os próximos passos.

Perguntou se seria possível realizar os sonhos de escrever os livros e confirmei que sim.

- Seria como os do Chico Xavier?

Respondi que poderiam ser psicografados se ele assim quisesse. Sorriu muito e agradeceu.

Momentos depois adormeceu e também foi levado ao hospital espiritual pela equipe do Comando Ashtar.

Assim que esta fase da operação resgate foi concluída, eu e a Corujinha fomos jantar. O alívio e a sensação da missão cumprida é o que mais mexe com a gente. Poder reencontrar com essas pessoas maravilhosas e divinas é a certeza do dever cumprido na nossa agenda espiritual aqui na Terra.

Mesmo após os términos dos trabalhos de resgate, o CAD prossegue em outra frente que envolve as investigações, assim como é feito no plano terreno.

O que acontece nos bastidores segue em sigilo, não pode ser revelado. Todos os casos são apresentados ao Tribunal Planetário da Terra e em seguida levados ao Tribunal do Conselho Cármico.

A nossa missão é espiritual, mas tem reflexo no plano material.

Essa é a nossa missão como Guerreiros da Luz... Servir!

Em Luz e Amor,
Gratidão profunda!
Shima e Ree.
Namastê.
CAD/NA.

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