Saudações da Luz,
De todas as práticas espirituais que a Grande Missão desenvolveu ao longo de suas décadas de atividade, nenhuma produziu transformações tão profundas e tão imediatas na consciência dos participantes quanto a experiência direta dos planos interdimensionais através da projeção astral e da projeção da consciência.
Isto porque há uma diferença fundamental entre conhecer intelectualmente que existem outros planos de manifestação além do físico e experienciá-los diretamente, com plena lucidez, transitando por realidades que desafiam completamente os parâmetros do mundo tridimensional.
O conhecimento intelectual informa, mas a experiência direta transforma. E a transformação produzida por um único episódio genuíno de projeção consciente frequentemente equivale a anos de estudo teórico sobre espiritualidade.
Desde os primeiros contatos com meus mentores espirituais no Japão em 1993, a projeção foi o principal canal através do qual as comunicações e os ensinamentos mais profundos se estabeleceram. Não foi uma escolha minha, foi uma escolha da própria alma que encontrou nesta forma de trânsito interdimensional o caminho mais direto para receber as instruções necessárias ao cumprimento da missão.
Ao longo dos anos seguintes, esta capacidade foi sendo desenvolvida e refinada, passando da projeção astral, com sua interação direta com o plano astral e o mundo umbralino, para a projeção da consciência, que permite o acesso a dimensões muito mais elevadas e luminosas da existência. Cada nível de trânsito revelou camadas de realidade que a percepção ordinária jamais poderia alcançar.
É importante compreender desde o início que a projeção astral e a projeção da consciência são fenômenos distintos, embora frequentemente confundidos mesmo entre os que praticam espiritualidade há muitos anos. A projeção astral ocorre quando a consciência se libera temporariamente do corpo físico e passa a transitar através do corpo astral pelo plano astral e suas diversas regiões.
Este plano, imenso e complexo, inclui desde as regiões umbralinas mais densas, onde habitam entidades humanas desencarnadas presas a padrões de baixa vibração, até regiões de grande beleza e luminosidade onde existem escolas espirituais, comunidades de almas entre encarnações e hospitais de cura onde trabalham equipes de mestres e guias dedicados ao amparo das consciências em sofrimento.
A projeção da consciência, por sua vez, é um fenômeno de natureza diferente e de alcance muito superior. Nela, não é o corpo astral que se projeta, mas a própria consciência que se expande além de todos os corpos sutis e passa a transitar por dimensões que existem muito além do plano astral.
É através desta forma de projeção que se torna possível o acesso aos planos onde habitam os Mestres Ascensos, os Conselhos Superiores, as Hierarquias Espirituais que supervisionam o desenvolvimento planetário e galáctico, e em experiências mais avançadas, a aproximação daquilo que chamamos de Fonte Que Tudo É, o centro da Criação de onde toda a existência emana.
Estas experiências não têm paralelo no plano físico e a linguagem humana se revela sempre insuficiente para descrevê-las com precisão, mas seus efeitos na consciência do praticante são permanentes e inconfundíveis.
O plano astral é o primeiro grande território a ser explorado pelo praticante que inicia o desenvolvimento da projeção. E é um território que exige preparo, discernimento e orientação adequada, porque sua riqueza é acompanhada de riscos reais para os despreparados.
As regiões umbralinas do plano astral são habitadas por entidades que operam a partir de padrões de baixa vibração, algumas das quais podem interferir nas experiências de projeção de indivíduos que não possuem proteção espiritual adequada e discernimento suficiente para identificar e manejar estas interferências.
Por isso, dentro da Grande Missão, o desenvolvimento da projeção sempre foi acompanhado de um trabalho paralelo de fortalecimento espiritual, purificação dos corpos sutis e conexão com os guias e protetores que supervisionam este processo.
As operações de resgate realizadas no Umbral foram uma das atividades mais marcantes e transformadoras de toda a trajetória da Grande Missão. Através da projeção astral, equipes de trabalhadores da Luz encarnados, sob a condução do Comando Águia Dourada e com o amparo dos Falangeiros de Miguel e das Filhas de Maria, realizaram incursões sistemáticas nas regiões umbralinas para o resgate de consciências humanas desencarnadas que se encontravam aprisionadas nestes planos, incapazes de progredir em sua jornada evolutiva por conta de apegos, traumas ou influências de entidades da Não Luz.
Este trabalho, invisível aos olhos do mundo físico mas de impacto real e mensurável nos planos sutis, representa uma das contribuições mais concretas que a Grande Missão ofereceu à humanidade ao longo destes anos.
Os hospitais espirituais do plano astral superior foram outro território frequentemente visitado durante as projeções realizadas no contexto da Grande Missão. Nestes espaços, que existem em dimensões que transcendem a percepção ordinária mas que são tão reais quanto qualquer hospital do plano físico, equipes de seres iluminados trabalham continuamente no amparo e na cura de consciências que chegam até ali em diferentes estados de necessidade.
Participar diretamente destes procedimentos de cura, mesmo que temporariamente e através da projeção, é uma experiência que dissolve definitivamente qualquer dúvida residual sobre a realidade dos planos sutis e sobre a existência de uma estrutura organizada de serviço espiritual que opera muito além dos limites do visível.
O trânsito em níveis interdimensionais progressivamente mais elevados revelou uma realidade que pode parecer surpreendente para quem está habituado a pensar a espiritualidade apenas em termos de experiência interior individual. Existe uma Sociedade Cósmica e Universal de uma complexidade e de uma organização que fazem parecer simples qualquer estrutura social humana.
Civilizações de diferentes graus de evolução, Conselhos que supervisionam o desenvolvimento de universos inteiros, Hierarquias que operam em dimensões de consciência tão elevadas que a linguagem humana não possui palavras adequadas para descrevê-las. E tudo isso não é ficção científica ou metáfora poética, é a realidade que se revela a quem desenvolve a capacidade de transitar conscientemente além dos limites do plano físico.
O Universo de Nebadon, no qual a Terra está inserida, é apenas um entre inúmeros universos locais que compõem uma estrutura de Criação de proporções que a mente tridimensional simplesmente não consegue abarcar.
Durante os anos de atividade da Grande Missão, os contatos com entidades e consciências de diferentes origens dentro deste universo e além dele foram constantes e progressivamente mais profundos. Estes contatos revelaram não apenas a vastidão da Criação, mas também a precisão do Plano Divino que governa sua evolução, um plano que inclui cada planeta, cada civilização, cada alma individual em sua trajetória específica de retorno à Fonte. Nada está fora deste plano, e nada é irrelevante dentro dele.
A descoberta da existência de raças extraterrestres foi uma das revelações mais impactantes produzidas pelo trânsito interdimensional ao longo dos anos da Grande Missão. Não no sentido sensacionalista que a cultura popular frequentemente atribui ao tema, mas no sentido de uma compreensão gradual e fundamentada de que a humanidade terrestre é apenas uma entre inúmeras civilizações que habitam este universo, em diferentes estágios de evolução e com diferentes graus de alinhamento com o Plano Divino.
Algumas destas civilizações têm contribuído ativamente para o desenvolvimento da humanidade, outras têm trabalhado em sentido contrário, e compreender esta dinâmica foi fundamental para o trabalho de proteção e libertação espiritual realizado pelo Comando Águia Dourada ao longo de todos estes anos.
O desenvolvimento da capacidade de projeção não é um processo que acontece da noite para o dia. Exige um trabalho sistemático e comprometido de preparação, que inclui a purificação e o alinhamento dos corpos sutis, o fortalecimento da conexão com o Eu Superior e com os guias espirituais, o desenvolvimento do discernimento necessário para navegar com segurança pelos diferentes planos, e uma vida cotidiana que sustente as condições energéticas necessárias para que estas experiências se realizem com qualidade e profundidade.
A irregularidade e a falta de comprometimento com este processo são os principais obstáculos ao seu desenvolvimento, porque a consciência precisa de uma base sólida e estável para se aventurar com segurança nos territórios além do plano físico.
Os sonhos lúcidos são frequentemente o primeiro portal natural para a experiência interdimensional que se abre aos praticantes em desenvolvimento. Nestes sonhos, a consciência mantém um grau de lucidez que permite reconhecer que está experienciando uma realidade além do plano físico e, progressivamente, interagir com esta realidade de forma intencional.
Muitas das experiências relatadas como sonhos vívidos ou significativos são na verdade experiências genuínas de trânsito astral que a consciência ainda não desenvolveu a capacidade de manter com plena lucidez desde o momento da projeção até o retorno ao corpo físico. Trabalhar com estes sonhos, registrá-los, analisá-los e utilizá-los como campo de prática é um caminho acessível para o desenvolvimento progressivo da capacidade de projeção consciente.
A experiência da projeção da consciência em seus níveis mais elevados produz um efeito específico que todos os que a vivenciaram descrevem de forma notavelmente similar, independentemente de sua formação cultural ou espiritual. É a experiência da unidade, do reconhecimento direto e visceral de que a separação entre o eu individual e o Todo é uma ilusão da percepção tridimensional, e que na realidade mais profunda da existência existe apenas uma consciência que se expressa através de inúmeras formas individualizadas.
Esta experiência não elimina a individualidade, ela a contextualiza dentro de uma perspectiva de totalidade que transforma radicalmente a forma como o ser humano se relaciona consigo mesmo, com os outros e com a Criação como um todo.
A aproximação da Fonte Que Tudo É, o centro da Criação, é a experiência mais elevada que a projeção da consciência pode proporcionar, e é também a mais difícil de ser descrita em linguagem humana. O que se experimenta nestes momentos não é algo que se pensa ou se sente no sentido ordinário destes termos. É um estado de ser que transcende completamente as categorias habituais da experiência.
Uma luminosidade que não é apenas visual, mas que se experimenta como substância de que tudo é feito. Uma paz que não é ausência de conflito, mas a presença de algo tão pleno e tão completo que o conflito simplesmente não encontra onde existir. E um amor de uma intensidade e de uma qualidade que faz parecer pálida qualquer experiência de amor que o plano físico possa oferecer.
Os efeitos destas experiências sobre a vida cotidiana são profundos e duradouros. O praticante que realizou projeções genuínas nos planos superiores retorna ao plano físico com uma perspectiva transformada que gradualmente reorganiza todas as suas prioridades, relações e escolhas.
O que antes parecia urgente revela-se secundário. O que antes parecia ameaçador revela-se passageiro. O que antes parecia sem sentido revela-se como parte de um propósito muito maior do que qualquer perspectiva tridimensional poderia captar.
Esta reorganização nem sempre é imediata ou confortável, porque o Ego resiste às mudanças que ameaçam sua posição central na vida do indivíduo, mas é inevitável quando as experiências são genuínas e suficientemente profundas.
A responsabilidade que acompanha o desenvolvimento da capacidade de trânsito interdimensional não pode ser subestimada. O acesso a dimensões superiores de existência não é um privilégio sem contrapartida, é uma responsabilidade de serviço. Cada ser que desenvolve esta capacidade está sendo preparado para utilizá-la não apenas em benefício próprio, mas em serviço à evolução coletiva, seja através do trabalho direto nos planos sutis, seja através do compartilhamento de conhecimentos e experiências que possam orientar outros em seu próprio processo de despertar.
O acúmulo egoísta de experiências e conhecimentos espirituais sem o correspondente serviço ao coletivo é uma contradição em termos, porque a própria natureza da Luz é a expansão e o compartilhamento.
A integração das experiências interdimensionais na vida cotidiana é um dos maiores desafios do praticante avançado. Existe uma tentação real de se perder nas dimensões superiores e negligenciar as responsabilidades e os relacionamentos do plano físico, como se o mundo tridimensional fosse menos real ou menos importante do que os planos que se aprendeu a acessar. Esta é uma armadilha que precisa ser reconhecida e evitada com cuidado, porque a missão da alma encarnada se realiza no plano físico, não apesar dele.
Os mestres que alcançaram os níveis mais elevados de consciência e que mais impactaram a evolução da humanidade foram sempre aqueles que souberam integrar a sabedoria dos planos superiores na experiência cotidiana do plano físico, tornando o sagrado acessível no ordinário e o extraordinário visível no simples.
O trânsito interdimensional, em sua essência mais profunda, é a consciência explorando a si mesma em todas as suas dimensões e expressões. É o ser humano descobrindo que é, ao mesmo tempo, uma gota e o oceano, um ponto específico no espaço e o espaço inteiro, uma consciência individual com sua história única e a consciência universal que a contém e a transcende.
Esta descoberta, quando vivida e não apenas pensada, é a maior expansão que a consciência pode experimentar enquanto habita um corpo físico. E é também a preparação mais completa para o momento em que esse corpo será deixado para trás e a consciência continuará sua jornada em dimensões onde os limites que hoje parecem naturais serão finalmente reconhecidos pelo que sempre foram, ilusões temporárias a serviço de uma evolução eterna.
Em Luz e Amor,
Paz em Cristo!
Shima.
Namastê.
_______



Nenhum comentário:
Postar um comentário